Arquivo da categoria ‘Planificação - 92%’

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Food for thought

Maio 12, 2009

Curiosamente, tropecei recentemente neste curso de escrita de Ficção-Científica, criado pelo premiado escritos Jeffrey A. Carver. Uma excelente fonte de boas ideias para quem quiser escrever, não apenas ficção-científica, mas histórias em geral.
www.writesf.com

Aconselho vivamente.

E, já agora, uns quantos filmes para alimentar a alma.

Animação, como eu tanto adoro…

Watership Down (1978)
www.youtube.com/watch?v=3gYpLGxAetg&feature=channel

Uma clássico da animação britânica, e um dos filmes para a família mais negros e viscerais que já vi.

Felidae (1994)

www.youtube.com/watch?v=_dqZwCxk_vk

Animação tradicional, numa incrível história. Vivamente não aconselhado a crianças.

The last Unicorn (1982)
www.youtube.com/watch?v=fr_MXzqrXwc&feature=related

Este último quase me fez chorar no final… Um excelente filme. Um tocante conto de fantasia.
And it seems like all is dying and would leave the world to mourn
In the distance hear the laughter of the last unicorn

Im alive, Im alive

Vosso, S7alker

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O que é uma boa história?

Abril 28, 2009

Tantas vezes me perguntei isto, na minha demanda amarga por conseguir tirar alguns dos coelhos que tenho na minha púcara… No entanto, acabo sempre por não conseguir o que pretendo… As coisas acabam por se demonstrar desinteressantes, irreais (mesmo para o reino da irrealidade), os personagens planos, e os diálogos monótonos… Muito embora eu tudo tente fazer para que as coisas resultem interessantes, animadas, cativantes.

Mas continuo a falhar… E isso desmotiva-me, e acabo por deixar tanta coisa a meio…

E pergunto-me, porquê? Qual é o segredo? Porque é que os tipos da Pixar, da Gainax, o conseguem? Porque é que Eoin Colfer, Tom Clancy ou Marion Bradley o conseguem?

Li, recentemente, um texto que se questionava do porquê de a arte moderna não ser, realmente, madura. De não chamar a atenção das células cinzentas da audiência, ao invés atirando com imensas quantidades de exposição e de entretenimento vazio. Numa era de relativismo e de ódio para nós mesmos, acabamos por nos atirar de cabeça para as obras que tal apregoam, ou não conseguem abafar. Pois nós não conseguimos pensar direito, mais. Pois o mundo é duro, a vida difícil, o emprego difícil, e conseguir pagar uma casa e comida e família… Tudo isso custa dinheiro, e queremos ser entretidos, sentir que algo nos pode afastar desta luta quotidiana, chata, medíocre, incómoda…

Oh… eu bem sinto isso, e gostaria, tanto, de conseguir a tal escapar, de criar visões que inspirassem. Não num sentido orweliano, clarckiano, ou mesmo spielberguiano, mas algo que fizesse as pessoas pensarem: isto valeu a pena, foi bom.

E para isso percorro mundos presos na minha mente, vagueando por paixões e gostos, por fantasmas desejoso de ganharem vida e por sombras de filosofias por debater. E nunca consigo trazer isso para o papel. Tento, entranhando-me me páginas após páginas de letras desgostosas, de palavras que procuro colocar com precisão milimétrica, apenas para as encontrar longe de qualquer redenção.

E entretanto arrastei amigos e conhecidos, procurando conselhos e debatendo ideias, sem saber muito bem que direcção seguir. Eu quero fazer algo. Eu quero contar uma história… Mas, ao tentar criar algo criativo, agradável, perco-me na pergunta: isto é bom? Alguém irá gostar?

Diabo, há três anos que trabalho no texto que iniciou este blog, mas acabei por abandonar quando o computador onde o trabalhava avariou e toda a informação foi perdida. Tenho trabalhado desde então num possível épico de aviação, mas vejo-me com as pernas cortadas por falta de cenário funcional. Pelo meio tenho procurado enquadrar as pontas, ainda soltas, de um eclético conto de fantasia, mas fica sempre previsível e monótono!…

Ou talvez não tenha o talento que penso ter…

Na minha infância adorava fazer redacções e escrever contos para os jornais das escolas onde andei. Os professores e colegas diziam que eu tinha um dom. Ainda hoje, discuto ideias e mostro alguns escritos… E os meus amigos dizem que tenho um dom, ou que tenho ideias interessantes, mas… Uma história completa não é só um ou dois capítulos, e o problema está no que me recuso a mostrar… Ou no que mostro antes de estar devidamente afinado, ou por falta de tempo, ou por não me lembrar de como o fazer…

E continuo sem saber resolver o problema dos personagens.

Talvez deva descansar um pouco, relaxar, agarrar-me a um objectivo e não o largar… Talvez me confunda demasiado a mim mesmo, mas tenho tantas ideias, oh, se tenho… Trinta nos de escrita se realmente conseguisse começar uma carreira de escritor, como tanto ambicionava… E isto se conseguisse fazer, pelo menos, dois livros por ano… Senão morreria antes de conseguir esgotar as ideias que tenho agora.

E continuo sem saber bem o que fazer, infelizmente…

Peço desculpa pelo amargurado post, não era o que eu pretendia… Mas precisava de libertar isto, acho eu… Infelizmente as coisas não têm corrido como eu gostaria…

With the kids sing out the future
Maybe, kids don't need the masters

Vosso, S7alker.

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Um blog sobre um livro ainda não escrito

Janeiro 19, 2008

O porquê de fazer um blog de desenvolvimento de um livro é, a meu ver, uma espécie de paradoxo. Porque é sobre isso que este blog é… Aqui este vosso amigo há anos que anda a correr em círculos, tentando desenvolver um processo criativo que termine numa novela, que espero que dê longas horas de diversão a quem lhe agarrar.

Contudo atrasos e frequentes quebras de confiança no trabalho desenvolvido, não obstante opiniões bastante optimistas daqueles que me rodeiam, assim como um plano de estudos exigente, têm tornado todo o processo em algo lento e muitas vezes desesperante. Até porque ando a tentar métodos não-convencionais de escrita.

Agora, assim sendo, existe o paradoxo de expor algo que deveria ser secreto, escondido, preso a sete chaves até algo de muito concreto estar realmente desenvolvido. Talvez ao fazê-lo, eu me obrigue a trabalhar, a acabar aquilo que há tanto tento cumprir e que tanto prazer e frustração me traz. Também devo esperar algum feedback, ideias, palavras e comentários que me levem a finalizar o que já foi começado…

A exposição pode fazer milagres, creio…

Em relação ao projecto em si… Hummm… É difícil de descrever, embora a expressão “diferente” se possa usar. Pelo menos é o que tenho em mente. A memória de Phlebas, as considerações daí levantadas, faz-me tentar esse caminho.

Espero os vosso comentários e questões. Tentarei responder, aqui, o mais possível. E tentarei informar acerca do que vou fazendo. Para já, devo dizer que o progresso do processo de escrita em si deve ir em 17%. A planificação há muito que está nos 90%. Vamos ver o quão depressa irei ampliar estas percentagens…

Obrigado pela atenção.

Vosso, S7alker