Arquivo da categoria ‘Escrita - 17%’

h1

As 10 séries de TV da minha vida! – parte dois

Maio 11, 2009

Ok, isto demorou um pouco mais do que esperava, mas aqui vai…

# 5 – Full Metal Alchemist (Bones)

Uma das mais extraordinárias séries que já vi. Seguindo a saga dos dois irmãos Ulrich, Edward e Alfonse, em busca da Pedra Filosofal, capaz de tornear as rígidas regras da Alquimia, e tornar os sonhos realidade. Um dos poucos animes escritos por uma mulher, Hiromi Harakawa, também a autora do manga original, marcou-me pela força com que o universo sentimental dos personagens nos toca. Desde os dilemas morais dos irmãos Ulrich, até à sua profunda, complexa, ralção, passando pelos verdadeiros motivos dos vilões, e aos projectos utópicos do Coronel Mustang, ou a sua relação, mais transcendente do que parece, com o seu imediato, a Tenente Hawkeye, esta série soube mostrar como se criam personagens, e se fazem os eventos rodar em seu redor. Também abordou profundos dilemas morais, sobre a ciência, a loucura ou a religião, um trabalho realmente especial e com 51 episódios curiosamente viciantes. Esperemos que o remake, Brotherhood, lhe faça justiça.

# 4 – House (Fox)

Uma profunda história filosófica disfarçada de drama médico, House é a história de um médico fora do comum especializado em diagnósticos. Um senhor irreverente e de modos bruscos, House ganha o respeito dos colegas pelo seu génio médico, mas também o seu ódio e desprezo devido à sua personalidade manipulativa e egocêntrica. Pelo meio, os argumentistas vão incorrendo em vários erros clínicos de modo a poderem dar mais caso aos episódios. Não obstante, considero estes erros secundários, uma vez que é a ideia que interessa. House é muito mais humano do que aparente, assim como a série em si. Aprofundando as personalidades do elenco em episódios complexos, arranja maneira de nos fazer pensar em vários temas, e até em nós mesmos, sem perder grande parte do seu valor de diversão… Pelo menos até à quinta época…

# 3 – Dragon Ball Z (Toei Animation)

No mundo das series de TV há mitos… E há lendas! E Dragon Ball Z é uma das grandes lendas da cultura pop contemporânea. Quem hoje em dia não conhece Songoku, Vegeta, Boo ou Frieza? Ou o planeta Namec, o planeta de Caib…? Se há história que nos faz relembrar com alguma melancolia, essa história está nestas imagens tornadas animadas, de personagens incrivelmente poderosos lutando pelo destino de não-se-sabe-bem-o-quê! E, no entanto, a saga épica de Songoku, desde a infância até atingir o Nirvana, é parte incontestável da História da televisão. Nem Naruto, nem One Piece, nem muitos outros contos teriam existido sem esta versão livre de Akira Toryama do épico chinês Viagem para o Oeste.

# 2 – The Transformers ( Toei Animation)

E por falar em lendas da animação e nas memórias nostálgicas da infância… Aqui este vosso amigo costumava acordar, era ainda uma mera criança, nos seus seis, sete anos, todas as manhãs bem cedo, para poder ver na televisão esta série sobre robots que se transformavam em carros e aviões, e que combatiam entre si por algo, que também não se define muito bem. O que era certo era que os heróicos Autobots tinham de impedir os terríveis planos dos maléficos Decepticons em todos os episódios, e isso tornava o dia de muitas crianças bem melhor. O impacto foi tal, que alguns anos depois, a lendária Mainframe criou a épica série, Beast Wars, solidificando uma mitologia que se havia tornando parte da pop culture. Passados vinte anos desde a sua estreia na TV, os Transformers continuam a viver de sequelas animadas (como a espectacular Transfomers Animated) e de filmes em acção real (esperemos que o segundo seja bom!). Para mim, a imagem de Optimus Prime a segurar uma pistola, erguendo-se sobre o símbolo dos Autobots (do genérico inicial) ficará para sempre como uma recordação da infância…

# 1 – Era uma vez… o Espaço! (Procidis)

Mas se há uma série de televisão que marcou definitivamente a minha infância e a minha vida, e que ainda hoje é capaz de me dar ataques arrepiantes de nostalgia, essa série é o Era uma vez… o Espaço! Criada pelo francês Aldert Barillé, que também carimbou Era uma vez… o Corpo Humano!, e Era uma vez… o Homem!, seguia um formato vagamente semelhante a estas duas, mas com uma verdadeiro, grande, arco de história, que acompanhava um grupo de exploradores enquanto descobriam as infinitas maravilhas de um Universo demasiado vasto e belo para palavras, enquanto lutavam contra o terrível Império de Cassiopeia! Batalhas espaciais entre naves com pintadas com bocas de tubarão farão para sempre parte do meu imaginário. Acima de tudo, o gosto pela ciência e pelas maravilhas da Astronomia ficou-me marcado, e bastou um outro filme para que eu nunca mais tenha abandonado a paixão por tudo o que fosse científico.

Ainda hoje muita coisa se aguenta, e, certamente, continua a ser uma série excelente para iniciar as crianças nos segredos do Universo!

Menções honrosas:

The Simpsons (Fox) Um marco do humor americano, a disfuncional família de Spingfield é uma das mais antigas recordações televisivas que tenho, e uma daquelas a regresso sempre que possível.

Trigun (Madhouse Studios) Uma das melhores série de Anime já produzidas, os personagens profundos e o universo melancólico ganharam um espaço definitivo no meu subconsciente.

Dogfights (History Channel) – Uma série que me fez compreender a verdadeira natureza do combate aéreo, e me instigou um sério desejo de escrever sobre esse tema…

E pronto, são as séries de televisão que marcaram a minha vida e a minha imaginação. Curiosamente, muitas são animações. Talvez por a animação ser mais imaginativa? Ora aí está algo que dá que pensar.

Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo

Vosso, S7alker.

h1

As 10 séries de TV da minha vida! – parte um

Abril 11, 2009

E uma vez que estou novamente online, vou prosseguir com a lista das formas de arte que influenciaram a minha vida, desta vez acerca dos programas de televisão.

A televisão é um dos bastiões da cultura moderna, tanto pela atenção que recebe como pela influência que é capaz de criar, por isso achei que seria interessante procurar quais seriam aqueles eventos regulares, série de vários episódios, que me mantiveram agarrado ao ecrã, mesmo quando havia coisas mais interessantes para fazer. E quais destas séries me tornaram no homem que sou.

Esta não foi uma lista fácil, não com tanta coisa por aí, mas aqui vai:

# 10 – Red vs Blue (Rooster Teeth)

Isto é um pouco de batota, admito, pois esta nem sequer é uma série de televisão, mas é uma série, e, com bons motivos, redefiniu a minha maneira de encarar uma história. Aquilo que começou por se tornar numa comédia acerca de dois grupos de soldados presos num vale no meio do nenhures, acabou por se tornar, ao longo de 100 episódios mais uma série de especiais, num épico de ficção-científica, repleto de reviravoltas. Os 20 episódios de Reconstruction foram dos momentos mais viciantes e empolgantes do todo, ensinando-me como se constrói uma boa história.Ainda por cima, eu adoro Halo, e todos os gráficos são baseados no motor multiplayer do jogo, sendo as vozes depois sobrepostas, criando-se um tipo de arte, actualmente em expansão, chamado de Machinimia!

# 9 – Avatar: the last airbender (Nickelodeon)

Vagueando longamente pela net, como às vezes faço, deparei-me várias vezes com referências a esta série de animação, mas sempre lhe passei ao lado, ponderando que algo tão popular não podia ser bom. Enganei-me. Foi à coisa de um ano que vi esta série, acompanhando como um fanático todos os episódios das aventuras de Aang, Katara, Sokka, Toph e Zuko, na sua luta contra a Nação do Fogo, pelo restabelecimento do equilíbrio entre os povos deste mundo de fantasia. A animação e a história eram de topo, mas o que mais me impressionou foi o tratamento dos personagens e do universo. Alimento mental para quem se pensa como escritor amador…

# 8 – Horizon (BBC)

Horizon é considerada por muitos como a melhor série documentarial do mundo, e com boas razões. Embora alguns episódios possam roçar o sensacionalista, o conteúdo está lá, e mostra como aprender pode ser empolgante e divertido. Uma co-produção entre a BBC e o Discovery Channel, esta série existe desde 1964 e já teve mais de 1000 episódios! Embora sempre tenha gostado de documentários, a verdade é que só comecei a prestas atenção a este programa há uns 8 anos atrás quando vi um programa sobre… ondas, e fiquei empolgado e interessado, incapaz de acreditar com ondas e mecânica quântica se poderiam misturar. Desde então que procuro e aprecio o melhor desta série, tendo aprendido imenso em todo este tempo.

# 7 – Shadow Riders (Mainframe Entertainment)

A Mainframe foi revolucionária, em 1994, ao criar a primeira série totalmente produzida em computador, Reboot. Desde então tem produzido algumas excelentes séries, muito embora tenha vindo a perder alguma qualidade nos últimos anos… Em qualquer caso, foi nos seus anos de glória que o estúdio criou a sua obra-prima, uma série chamada Shadow Riders. A série teve um grande impacto na sua estreia em Portugal, quando a TVI dava animação de jeito, lidando com a guerra entre quatro povos, cada um deles vivendo em mundos totalmente diferentes e há muito inimigos entre si, e o temível planeta da Besta, devorador de mundos. O mais impressionante foram as diferenças que os autores conseguiram criar entre as cinco facções, e isso impressionou-me muito enquanto jovem espectador.

# 6 – Neon Genesis Evangelion (Gainax)

Uma das melhores série de anime, e a primeira que eu segui com verdadeira reverência (o Zorro não conta porque na altura não o encarei como tal :P ). A história, concebida para não fazer qualquer sentido, deixou a minha cabecinha à roda durante anos, e levou-me a querer aprender o máximo sobre mitologia, enquanto que todas aquelas associações estranhas entre os Evangelions, os Anjos e os personagens me fez questionar se realmente existiriam limites de imaginação na ficção-científica. Ah, e os combates entre os supostos robots gigantes que eram os Evas e os monstros que passavam por Anjos eram simplesmente fantásticos, isso e a história da conspiração que seguia no background. Infelizmente tudo aquilo era uma extrapolação do carácter do improvável herói, um tal Shinji Ikari de quem ninguém gostava, e o final em si foi uma bosta. Mas ficaram personagens icónicas, Asuka Soryu, Gendo Ikari, Misato Katsuragi, etc, e um dos temas iniciais mais conhecidos do anime!

Parte dois para breve…

h1

Semana movimentada…

Agosto 14, 2008

Semana ocupada a que passou…

Na quinta-feira fui com o meu irmão ver o novo filme do Batman, o Cavaleiro das Trevas. O filme está brutal e traz em si uma importante introspecção acerca da natureza humana. Heat Ledger merece mesmo um Óscar, assim como todos os outros participantes, vivamente aconselhado.

E a questão simbológica do filme traz-nos a outra questão…

Entretanto rebentou uma guerra. Aliás, devem ter rebentado uma ou duas, ou continuado outras tantas, mas um crise no Paquistão ou uma facção separatista nas Filipinas não assustam tanto o mundo como a Rússia a entrar oficialmente num braço de ferro com o Ocidente. Creio que era previsível. Desde a Guerra Fria que os russos sentem ter perdido o seu prestígio e orgulho. Putin não é um salvador, creio que qualquer um vê isso, mas pelo menos prometeu, e conseguiu, reviver a economia russa e recolocar o país no mapa político mundial. E assim a política externa russo ficou virada do avesso, com um poder que antes não existia. Com os olhos voltados para o Ártico, e a verem a NATO expandir-se para a as suas fronteiras, deram o passo que era inevitável, e invadiram a Georgia, de modo a mostrarem que já não estão para as brincadeiras da NATO e dos seus países membros. No meio disto tudo quem se assusta somos nós, ao vermos que toda esta confusão pode levar a uma terceira guerra mundial. Já estivemos mais longe.

Tuda esta confusão leva-me a pensar também em outras coisas que querem contar, incluindo uma história sobre uma 3ª guerra mundial ficcionalizada. E isso só me distrai do que tenho em mãos. Não tenho conseguido progredir nada de jeito, como habitualmente.

Talvez precise de umas férias, quem sabe.

Assim como o mundo…

Esperemos que as coisas acalmem, e que as pessoas aprendam a falar e não a… fazerem o que fazem tão bem…

It’s the end of the world as we know it.
It’s the end of the world as we know it and I feel fine.

Vosso, S7alker.

h1

Ah, a vontade!

Junho 24, 2008

Há já muito tempo que nada coloque neste meu canto do ciberespaço. A minha vida tem dado voltas de um modo que anda não compreendi muito bem. Estou na complexa fase dos exames, e ainda por cima comecei a trabalhar. (um emprego muito giro na Pans do Fórum Coimbra XD).

Como tal não tem havido tempo para dedicar a este espaço. Contudo espero ansiosamente pelo final dos exames. Recentemente têm-me vinda lapsos de algo que está para vir, de um mundo desejoso de surgir no papel. Redescobri os trabalhos de Cargo Cult e do seu fantástico mod Minerva, para Half-Life 2,  uma história que me faz pensar nas minhas próprias ideias. E fui assolado por uma vontade de lhes dar vida! Resumindo, estou em pulgas para escrever!

Anseio que os exames me saiam da frente e que eu possa esticar os braços diante do PC sem precupações. Talvez tente desenferrujar pelo caminho, quem sabe…

E todos aqueles que entrarem aqui são bem vindos. Tenho sido muito pessoal naquilo que escrevo, certamente, mas tenho precisado de desabafar, e talvez desabafando me ajuda a mim e a outros, quem sabe. E agradeço as palavras gentis que me foram deixadas. Deram-me força. Obrigada!

E agora tenho de ir dormir, que já não ferro o galho com deve ser há dias!

Oh, I’m leaving on that midnight train tomorrow
And I know just where I’m going

Vosso, S7alker!

h1

Homem de Ferro

Maio 11, 2008

Regressei a casa dos meus pais após um longo interregno, devido a questões académicas, para poder passar algum tempo com a minha família. Já fazia parte dos planos ir ver um filme ao cinema com o meu irmão, já que é algo que gostamos de fazer. Resolvemos ir ver o Homem de Ferro, já que nos pareceu o filme mais apelativo e fácil de ver entre os disponíveis.

Sinceramente nunca fui fã do Homem de Ferro. As aventuras e desventuras de Tony Stark sempre me passaram um pouco ao lado e, sinceramente, a sua armadura (por mais porreira que pareça) nunca me entusiasmou (como consegue ele voar tanto e tão depressa com um jactos nas botas?). Contudo, recentemente, a minha visão deste personagem foi-se mudando. Primeiro comecei a pesquisar sobre a saga Guerra Civil, da Marvel, e a faceta complexa e ambígua de Stark começou a interessar-me. Quando ouvi falar do filme (e embora o meu referido desinteresse) fui ver como parecia. Não gostei do que vi de início, mas deixei estar. De qualquer forma não esperava gastar o meu dinheiro ali. Estava, e ainda estou, à espera do Cavaleiro Negro, e isso era suficiente no departamento de filmes de acção.

Mas, nas últimas semanas, o filme acabou por estrear. Eu fui ver ao Yahoo Movies (a minha maior fonte de informação cinéfila) o que os fãs ( e não os críticos) acharam, e fiquei estarrecido. O filme podia ser assim tão bom?

Bem… Depois da semana da Queima das Fitas aqui em Coimbra, eu resolvi dar um pulo a casa e ir lá ver um filme com o o meu irmão. Subitamente entusiasmado com o herói de armadura da Marvel, nós lá fomos ver o que saía dali.

O que nos saiu foi um filme de super-herói sólido, com bom argumento, grandes efeitos especiais (e dizendo isto, mesmo grandes, a ILM não decepciona), um Robert Downey Jr muito bem enquadrado no personagem (Tony Stark, o referido Homem de Ferro) e uma interessantíssima crítica à indústria americana.

A acção não decepciona e o filme mantém um bom ritmo. Gostei especialmente da parte do confronto com os dois F-22. Claro que o filme tem os seus defeitos, mas qual não os tem, e uma pessoa que se deixe levar depressa os ignorará. Um dos melhores filmes de acção que já vi, e de certeza, o melhor filme do ano até ao momento. Ainda virão alguns adversários duros, mas este tem muitas armas (literalmente) para combater.

Parece que o facto de a Marvel ter criado o seu próprio estúdio de cinema lhe permite usar mais fielmente os seus personagens, em vez de os ter de filtrar pelas grandes companhias, e assim resolver muitos problemas como os que assolaram os Homem-Aranha. A ver vamos como correr as sequelas.

Outra aliança que me parece promissora é a entre a Paramount e a ILM (Industrial Light and Magic, a empresa que se estreou a fazer os efeitos digitais da Guerra das Estrelas e hoje é a mais capaz desse mercado). Portaram-se muito bem em Transformers (outro filme fenomenal) e outra vez aqui. Assim sendo, sempre que virmos estas empresas juntas poderemos ter a certeza de um filme com grandes efeitos especias e de grande qualidade.

Com tanta agitação e mensagens subliminares, este filme acabou por não ser assim tão fácil de ver, mas revelou-se imensamente divertido. Merece a vossa atenção.

É curioso como estas estas semanas terminaram numa tarde feliz de cinema. Digo isto pois foram semanas bastante animadas. Estive envolvido na construção do carro do meu curso, e dei cabo de um braço (desajeitado como sou…). O cortejo também foi giro, embora o Domingo ainda não me convença.

Mas o mais importante é que me sinto mais unido com aqueles de quem me julgava separado para sempre. Talvez haja hipótese de rendeção afinal. Não há maneira de fugirmos ao nosso passado, mas podemos remediar os nosso erros com boas acções, acho… E as pessoas de quem gostamos são tudo na vida.. Pelo menos é o que acredito.

Mas ainda não me sinto redimido (o perdão nunca poderá existir) e ainda sinto mal estar na companhia daquelas pessoas, pois sei que agi mal. Talvez o futuro me revele alguma céu azul, quem sabe…

E o futuro trará outras coisas também. Nas próximas semanas terei tanto para fazer que talvez não consiga escrever nada… Ainda assim aproveitei o descanso deste fim de semana para avançar mais um pouco na escrita, não muito, mas já é um grão…

Vosso, S7alker…

h1

A minha sombra

Abril 25, 2008

Não sei se já repararam, mas recentemente subi a percentagem da escrita de 16 para 17 por cento, o que é bom. Mesmo que aparentemente insignificante, é um progresso.

Graças a concelhos e defeitos da minha própria escrita, fui obrigado a escrever cada uma das diferentes facetas da história separadamente, de modo a poder, pelo menos, ir adiantando trabalho. É que o mesmo diálogo que me dava problemas continua parado, e, para não deixar o trabalho em águas de bacalhau, como diz o velho dito, resolvi progredir, na medida do possível. Infelizmente a Universidade não me deixa progredir mais depressa, e uma grande dose de trabalho me espera nos meses que se aproximam, e talvez não escreva muito aí, embora esteja motivado para escrever…

É a minha sombra, este projecto… Sempre atrás de mim, escuro e incompleto, e desejoso de me sair da frente.

Não obstante, tem havido coisas boas no curso. Mitologia tem sido um agradável incremento para a mente, e muito tenho aprendido para colocar aqui ou em projectos vindouros. Por isso quero tanto acabar isto, não só pelo prazer de tal e de tentar a minha sorte no mundo editorial, como também para poder progredir e ver que mais sou capaz de desenvolver!

E agora, algo totalmente diferente:

Gulposh kabhi itraaye kahin maheke to nazar aa jaaye kahin

Taaviz banaake pehen usse, aayat ki tarah mil jaaye kahin

Vosso, S7alker.

h1

A vida (não) é um sonho

Abril 10, 2008

É sempre aquela questão. Quando achamos que as coisas correm bem, quando pensamos que temos tempo para nos dedicarmos ao que queremos… Algo acontece. Felizmente que tenho andado a conseguir progredir um pouco na escrita, mas não tanto quando gostaria… E agora acontecem estas coisas que me confundem e perturbam.

Não sei, isto dos sentimentos é algo estranho. Aquelas alturas em que o corpo pede uma coisa e a mente outra. E depois há sempre aquelas preocupações, a (in)felicidade dos outros, o seu bem-estar, e o meu próprio falhanço nos estudos. Talvez passe demasiado tempo a olhar para estrelas e símbolos e nuvens, quem sabe…

Com isto desabafo, na percepção sombria (novamente) de que a realidade é tão estranha e complexa que nem sabemos para onde nos virar, certas vezes. As coisas não deviam ser como estão a ser. Os meus sentimentos deveriam ser lívidos, a minha dedicação aos estudos pura, as palavras deveriam sair-me naturalmente, para colocar sempre o sorriso na cara das bondosas pessoas que sofrem em meu redor. Mas nada disso acontece. Reduzo-me à ignorância do meu ser, incapaz de ajudar os outros ou a mim mesmo.

Que seca!

Peço desculpa pela negatividade dos meus últimos posts. Tentarei voltar ao optimismo de futuro… Mas nada posso prometer. A vida tende a trocar-nos as voltas.

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Vosso, S7alker