Posts de Abril, 2009

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O que é uma boa história?

Abril 28, 2009

Tantas vezes me perguntei isto, na minha demanda amarga por conseguir tirar alguns dos coelhos que tenho na minha púcara… No entanto, acabo sempre por não conseguir o que pretendo… As coisas acabam por se demonstrar desinteressantes, irreais (mesmo para o reino da irrealidade), os personagens planos, e os diálogos monótonos… Muito embora eu tudo tente fazer para que as coisas resultem interessantes, animadas, cativantes.

Mas continuo a falhar… E isso desmotiva-me, e acabo por deixar tanta coisa a meio…

E pergunto-me, porquê? Qual é o segredo? Porque é que os tipos da Pixar, da Gainax, o conseguem? Porque é que Eoin Colfer, Tom Clancy ou Marion Bradley o conseguem?

Li, recentemente, um texto que se questionava do porquê de a arte moderna não ser, realmente, madura. De não chamar a atenção das células cinzentas da audiência, ao invés atirando com imensas quantidades de exposição e de entretenimento vazio. Numa era de relativismo e de ódio para nós mesmos, acabamos por nos atirar de cabeça para as obras que tal apregoam, ou não conseguem abafar. Pois nós não conseguimos pensar direito, mais. Pois o mundo é duro, a vida difícil, o emprego difícil, e conseguir pagar uma casa e comida e família… Tudo isso custa dinheiro, e queremos ser entretidos, sentir que algo nos pode afastar desta luta quotidiana, chata, medíocre, incómoda…

Oh… eu bem sinto isso, e gostaria, tanto, de conseguir a tal escapar, de criar visões que inspirassem. Não num sentido orweliano, clarckiano, ou mesmo spielberguiano, mas algo que fizesse as pessoas pensarem: isto valeu a pena, foi bom.

E para isso percorro mundos presos na minha mente, vagueando por paixões e gostos, por fantasmas desejoso de ganharem vida e por sombras de filosofias por debater. E nunca consigo trazer isso para o papel. Tento, entranhando-me me páginas após páginas de letras desgostosas, de palavras que procuro colocar com precisão milimétrica, apenas para as encontrar longe de qualquer redenção.

E entretanto arrastei amigos e conhecidos, procurando conselhos e debatendo ideias, sem saber muito bem que direcção seguir. Eu quero fazer algo. Eu quero contar uma história… Mas, ao tentar criar algo criativo, agradável, perco-me na pergunta: isto é bom? Alguém irá gostar?

Diabo, há três anos que trabalho no texto que iniciou este blog, mas acabei por abandonar quando o computador onde o trabalhava avariou e toda a informação foi perdida. Tenho trabalhado desde então num possível épico de aviação, mas vejo-me com as pernas cortadas por falta de cenário funcional. Pelo meio tenho procurado enquadrar as pontas, ainda soltas, de um eclético conto de fantasia, mas fica sempre previsível e monótono!…

Ou talvez não tenha o talento que penso ter…

Na minha infância adorava fazer redacções e escrever contos para os jornais das escolas onde andei. Os professores e colegas diziam que eu tinha um dom. Ainda hoje, discuto ideias e mostro alguns escritos… E os meus amigos dizem que tenho um dom, ou que tenho ideias interessantes, mas… Uma história completa não é só um ou dois capítulos, e o problema está no que me recuso a mostrar… Ou no que mostro antes de estar devidamente afinado, ou por falta de tempo, ou por não me lembrar de como o fazer…

E continuo sem saber resolver o problema dos personagens.

Talvez deva descansar um pouco, relaxar, agarrar-me a um objectivo e não o largar… Talvez me confunda demasiado a mim mesmo, mas tenho tantas ideias, oh, se tenho… Trinta nos de escrita se realmente conseguisse começar uma carreira de escritor, como tanto ambicionava… E isto se conseguisse fazer, pelo menos, dois livros por ano… Senão morreria antes de conseguir esgotar as ideias que tenho agora.

E continuo sem saber bem o que fazer, infelizmente…

Peço desculpa pelo amargurado post, não era o que eu pretendia… Mas precisava de libertar isto, acho eu… Infelizmente as coisas não têm corrido como eu gostaria…

With the kids sing out the future
Maybe, kids don't need the masters

Vosso, S7alker.

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As 10 séries de TV da minha vida! – parte um

Abril 11, 2009

E uma vez que estou novamente online, vou prosseguir com a lista das formas de arte que influenciaram a minha vida, desta vez acerca dos programas de televisão.

A televisão é um dos bastiões da cultura moderna, tanto pela atenção que recebe como pela influência que é capaz de criar, por isso achei que seria interessante procurar quais seriam aqueles eventos regulares, série de vários episódios, que me mantiveram agarrado ao ecrã, mesmo quando havia coisas mais interessantes para fazer. E quais destas séries me tornaram no homem que sou.

Esta não foi uma lista fácil, não com tanta coisa por aí, mas aqui vai:

# 10 – Red vs Blue (Rooster Teeth)

Isto é um pouco de batota, admito, pois esta nem sequer é uma série de televisão, mas é uma série, e, com bons motivos, redefiniu a minha maneira de encarar uma história. Aquilo que começou por se tornar numa comédia acerca de dois grupos de soldados presos num vale no meio do nenhures, acabou por se tornar, ao longo de 100 episódios mais uma série de especiais, num épico de ficção-científica, repleto de reviravoltas. Os 20 episódios de Reconstruction foram dos momentos mais viciantes e empolgantes do todo, ensinando-me como se constrói uma boa história.Ainda por cima, eu adoro Halo, e todos os gráficos são baseados no motor multiplayer do jogo, sendo as vozes depois sobrepostas, criando-se um tipo de arte, actualmente em expansão, chamado de Machinimia!

# 9 – Avatar: the last airbender (Nickelodeon)

Vagueando longamente pela net, como às vezes faço, deparei-me várias vezes com referências a esta série de animação, mas sempre lhe passei ao lado, ponderando que algo tão popular não podia ser bom. Enganei-me. Foi à coisa de um ano que vi esta série, acompanhando como um fanático todos os episódios das aventuras de Aang, Katara, Sokka, Toph e Zuko, na sua luta contra a Nação do Fogo, pelo restabelecimento do equilíbrio entre os povos deste mundo de fantasia. A animação e a história eram de topo, mas o que mais me impressionou foi o tratamento dos personagens e do universo. Alimento mental para quem se pensa como escritor amador…

# 8 – Horizon (BBC)

Horizon é considerada por muitos como a melhor série documentarial do mundo, e com boas razões. Embora alguns episódios possam roçar o sensacionalista, o conteúdo está lá, e mostra como aprender pode ser empolgante e divertido. Uma co-produção entre a BBC e o Discovery Channel, esta série existe desde 1964 e já teve mais de 1000 episódios! Embora sempre tenha gostado de documentários, a verdade é que só comecei a prestas atenção a este programa há uns 8 anos atrás quando vi um programa sobre… ondas, e fiquei empolgado e interessado, incapaz de acreditar com ondas e mecânica quântica se poderiam misturar. Desde então que procuro e aprecio o melhor desta série, tendo aprendido imenso em todo este tempo.

# 7 – Shadow Riders (Mainframe Entertainment)

A Mainframe foi revolucionária, em 1994, ao criar a primeira série totalmente produzida em computador, Reboot. Desde então tem produzido algumas excelentes séries, muito embora tenha vindo a perder alguma qualidade nos últimos anos… Em qualquer caso, foi nos seus anos de glória que o estúdio criou a sua obra-prima, uma série chamada Shadow Riders. A série teve um grande impacto na sua estreia em Portugal, quando a TVI dava animação de jeito, lidando com a guerra entre quatro povos, cada um deles vivendo em mundos totalmente diferentes e há muito inimigos entre si, e o temível planeta da Besta, devorador de mundos. O mais impressionante foram as diferenças que os autores conseguiram criar entre as cinco facções, e isso impressionou-me muito enquanto jovem espectador.

# 6 – Neon Genesis Evangelion (Gainax)

Uma das melhores série de anime, e a primeira que eu segui com verdadeira reverência (o Zorro não conta porque na altura não o encarei como tal :P ). A história, concebida para não fazer qualquer sentido, deixou a minha cabecinha à roda durante anos, e levou-me a querer aprender o máximo sobre mitologia, enquanto que todas aquelas associações estranhas entre os Evangelions, os Anjos e os personagens me fez questionar se realmente existiriam limites de imaginação na ficção-científica. Ah, e os combates entre os supostos robots gigantes que eram os Evas e os monstros que passavam por Anjos eram simplesmente fantásticos, isso e a história da conspiração que seguia no background. Infelizmente tudo aquilo era uma extrapolação do carácter do improvável herói, um tal Shinji Ikari de quem ninguém gostava, e o final em si foi uma bosta. Mas ficaram personagens icónicas, Asuka Soryu, Gendo Ikari, Misato Katsuragi, etc, e um dos temas iniciais mais conhecidos do anime!

Parte dois para breve…

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Ai, o problema…

Abril 10, 2009

Um longo interrego este, para os meus blogs inclusive…

Infelizmente fiquei novamente sem PC, o disco foi à vida e tive de esperar acumular massas para arranjar um novo…

Mas pronto, lá consegui arranjar o que faltava e agora a minha máquina já funciona como deveria ser e eu estou de novo lançado para fazer todas aquelas coisas que precisava desesperadamente. Infelizmente  a maior parte delas não são diversão, mas enfim. Estar no PC também é trabalhar, né?

READY STEADY CAN'T HOLD ME BACK
READY STEADY GIVE ME GOOD LUCK
READY STEADY NEVER LOOK BACK
LET'S GET STARTED READY STEADY GO

Saudações, S7alker.